Lei de Execução Penal (Folha 3)

Assunto: Lei Federal nº 7.210/1984 – Lei de Execução Penal

Quantidade de Questões: 50

Tipo de Gabarito: Simples + Comentado

Última Atualização: Março/22

Sumário de Questões
(FCC/2019) 21. De acordo com a Lei de Execução Penal,
 
A a remição de pena é vedada aos condenados por crime cometido com violência contra a pessoa.
B o indulto permite a saída em feriados e datas festivas aos condenados em regime fechado.
C a progressão de regime demanda a comprovação de bom comportamento carcerário pelo diretor do presídio.
D o agravo em execução é recurso exclusivo da defesa tal qual os embargos infringentes e de nulidade.
E o livramento condicional é um substitutivo da prisão preventiva que se mostrar desnecessária.
 
(FCC/2019) 22. Quanto aos aspectos processuais da Lei de Execução Penal,
 
A é de cinco dias o prazo ordinário para interposição de agravo contra a decisão do Juiz da execução penal, descabendo intimação do defensor nomeado por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca.
B compete ao Juízo das Execuções Federal a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, ainda que recolhidos a estabelecimentos sujeitos à Administração estadual.
C a aplicação das sanções disciplinares de isolamento e de inclusão no regime disciplinar diferenciado é de competência, respectivamente, do diretor do estabelecimento prisional e do Juiz da execução, não podendo a primeira exceder a sessenta dias.
D a regressão do condenado a regime mais rigoroso depende de sua prévia oitiva se a falta grave imputada consistir em incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina, mas não no caso de possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.
E das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo, sem efeito suspensivo, podendo o Ministério Público obtê-lo por meio da interposição de mandado de segurança.
 
(FCC/2019) 23. No que se refere à execução das penas privativas de liberdade,
 
A imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado, para o reconhecimento da prática de falta grave no âmbito da execução penal, bem como necessário que se aguarde o trânsito em julgado da sentença penal condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato, quando a infração disciplinar decorrer do cometimento de crime doloso no cumprimento da pena.
B admite-se a progressão de regime de cumprimento de pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, obstando a promoção, no entanto, o fato de o réu se encontrar em prisão especial, se ainda não definitiva a decisão condenatória.
C a prática de falta grave não interrompe a contagem do prazo para fim de comutação de pena ou indulto, extinguindo este tanto os efeitos primários da condenação como os secundários, penais ou extrapenais.
D possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa, ainda que extramuros, considerando-se como pena cumprida, para todos os efeitos, o tempo remido.
E o benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento prisional, se o condenado cumprir pena em regime fechado, permitindo-se a delegação, porém, se em regime semiaberto.
 
(FCC/2019) 24. O juiz, na sentença, estabelecerá o regime no qual o condenado iniciará o cumprimento da pena privativa de liberdade. Para a concessão de regime aberto, o juiz poderá estabelecer condições especiais, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias:
 
I. Permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga.
II. Sair para o trabalho e retornar nos horários fixados.
III. Não se ausentar da cidade onde reside e depositar o passaporte em juízo.
IV. Comparecer a juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado.
 
Está correto o que se afirma APENAS em
 
A I e IV.
B II, III e IV.
C I, II e III.
D I, II e IV.
E I, III e IV.
 
(FCC/2018) 25. Incumbe ao Conselho da Comunidade
 
A emitir parecer sobre indulto e comutação de pena.
B supervisionar os patronatos.
C elaborar programa nacional penitenciário de formação e aperfeiçoamento do servidor.
D visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca.
E propor diretrizes da política criminal quanto à prevenção do delito.
(FCC/2018) 26. O Conselho da Comunidade
 
A é formado apenas por membros da comunidade sem formação jurídica.
B é composto e instalado pelo juiz da execução penal.
C destina-se à realização de exame criminológico.
D deve abrigar os presos em saída temporária.
E tem sede no Distrito Federal e deve requerer a unificação de penas.
 
(FCC/2018) 27. Incumbe ao Conselho Penitenciário
 
A supervisionar a assistência aos egressos.
B decidir sobre faltas disciplinares na execução da pena.
C prestar assistência material e psicológica aos presos.
D conceder indulto e progressão de regime.
E requerer aplicação de medida de segurança.
 
(FCC/2018) 28. O Conselho Penitenciário é
 
A integrado por membros nomeados pelo Presidente da República.
B órgão executivo e exerce o controle sobre os diretores de presídios.
C composto por juízes de execução penal da comarca.
D órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena.
E órgão superior do Ministério Público para assuntos prisionais.
 
(FCC/2018) 29. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária é
 
A integrado por 13 membros, dentre os quais professores da área do Direito Penal e representantes da comunidade.
B subordinado ao Ministério Público e seus membros têm mandato de 3 anos.
C composto por agentes penitenciários e funciona na área administrativa de cada unidade prisional.
D órgão auxiliar e vinculado ao Conselho Nacional de Justiça e tem renovação de metade de seus membros anualmente.
E formado por 9 deputados e 3 senadores para elaboração de políticas de prevenção ao crime.
 
(FCC/2018) 30. Incumbe ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
 
A aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado.
B emitir anualmente atestado de pena a cumprir.
C interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária, durante a execução.
D prestar assistência jurídica integral e gratuita aos presos.
E estimular e promover a pesquisa criminológica.
Gabarito Simples
21. C
22. A
23. D
24. D
25. D
26. B
27. A
28. D
29. A
30. E
Gabarito Comentado
21. Nos termos do artigo 112 da LEP “a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão”.
 
22. Literalidade da Súmula 700, do STF: “é de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal”.
 
23. Entendimento da Súmula 562, do STJ: “é possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa, ainda que extramuros”; e o Artigo 128, da LEP, “o tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os efeitos”.
 
24. A afirmativa I está correta de acordo com o artigo 115, I, da LEP; a afirmativa II também está correta de acordo com o artigo 115, II, da LEP; a afirmativa III está incorreta porque o artigo 115, III, da LEP, fala que pode ser ausentar mas precisa de autorização judicial; e aa afirmativa IV está correta de acordo com o artigo 115, IV, da LEP.
 
25. Artigo 81, inciso I, LEP, uma das funções do Conselho da Comunidade é a de visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca.
 
26. Conforme estabelece o artigo 66, inciso IX da LEP, compete ao juiz da execução a composição e a instalação do Conselho da Comunidade.
 
27. Dentre as atribuições do Conselho Penitenciário está a de supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos, conforme previsto no artigo 70, inciso IV, da LEP.
 
28. Trata-se de órgão consultivo e fiscalizador da execução penal, em conformidade com o disposto no artigo 69, caput, da LEP.
 
29. Estabelece o artigo 63 da LEP que o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária será integrado por 13 membros designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade.
 
30. Uma das funções do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária é a de estimular e promover pesquisa criminológica, conforme previsto no artigo 64, inciso IV, da LEP.
Sumário de Questões